“Do toque do louco ninguém se recupera. E quem haveria de querer recuperar-se?”
O louco abarca todas as possibilidades: andarilho enérgico, ambíguo, imortal…
a combinação entre sabedoria, sandice e destino.
Não importa se é o primeiro ou o último: o louco não é coisa nenhuma, e é as duas coisas.
O louco abarca todas as possibilidades.
Liga o fim ao princípio interminavelmente.
É potencial para a criação e a destruição… para a ordem e a anarquia.
Sua natureza impulsiva é uma iniciativa inocente e influência criativa.
O louco personifica o poder redentor da simplicidade e a pureza da fé.
“E como todos os loucos, ele foi tocado pela mão de Deus”
Sem o louco, nunca compreenderíamos a tarefa do autoconhecimento.
Ele se transfigura nas próximas 21 cartas do Tarô e retorna ao início.
Tem a cabeça envolta em sonhos nebulosos e seu coração anseia por amor e aventura.
O homem está ligado ao movimento circular, desde sua respiração à corrente sanguínea.
O zero é indestrutível, indivisível, imortal.
O círculo mantém sua continuidade do início ao fim.
O louco nos impele para a individualização.
O EU sempre existirá. Já estava lá antes e vai estar depois das suas metas.